O jornal Página 3 completa nesta quinta-feira 27 anos de circulação, se constituindo no noticioso mais antigo de Balneário Camboriú.

Circulando inicialmente apenas edições impressas, o Página 3 foi pioneiro também nos noticiários online em Balneário Camboriú, a primeira versão do seu portal de notícias nasceu em junho de 1999.

O portal de notícias tinha importância secundária, a quantidade de usuários de internet no Brasil duas décadas atrás era insignificante, cerca de 2% e em Balneário Camboriú eram raros.

Outro portal da empresa, o www.camboriu.com.br, com informações turísticas sobre a cidade, é ainda mais antigo, foi lançado em outubro de 1996 quando praticamente não havia internautas na região e o acesso à rede era feita por linha discada através de Curitiba.

O Página 3 em papel permaneceu circulando até o ano passado quando veio a decisão de focar os recursos em internet e imprimir apenas edições especiais (aniversário da cidade, Natal/Ano Novo e Carnaval).

Hoje o Brasil país tem 120 milhões de usuários de internet e a maioria deles, mais de 90%, usa o telefone celular para acesso o que obrigou todos os jornais a se adaptarem a essa realidade.

O Página 3 é de acesso gratuito, os leitores não pagam para ler, a receita vem da publicidade, que sempre foi a principal fonte financeira da empresa.

Alguns desses anunciantes, como a Camvel por exemplo, estão com o jornal desde seu primeiro número.

Nos últimos 12 meses a quantidade de reportagens lidas foi 4.199.371. Nesse período o mês de maio de 2018 foi recordista, com 338.383 leitores e 530.278 reportagens lidas.

Por ironia, depois de anos trabalhando para adquirir uma sede própria ela deixou de ser importante. Hoje todos os funcionários da empresa, exceto dois, trabalham em suas casas, a redação e o escritório são virtuais.

São mudanças impostas pela tecnologia, inimagináveis quando o jornal foi fundado e as ferramentas principais eram máquinas de escrever, tesouras, réguas e tubos de cola.

Computador só havia um no jornal e sua capacidade total de armazenamento comportava meia dúzia de fotografias dessas que hoje carregamos às centenas em nossos telefones celulares.

Dentro de mais 27 anos, quando esperamos continuar juntos com os leitores, não conseguimos imaginar como as notícias serão distribuídas, mas isso é supérfluo, o veículo tem pouca importância, o que mantém um jornal vivo é seu conteúdo.

Fonte: Página 3