Foto: Silvana de Castro

(PMBC) Nos primeiros seis meses de atividade do Laboratório de Fitoterapia Edgar Eipper, 10.249 produtos foram distribuídos à população, entre chás, tinturas, cremes, xaropes, pomadas e sabonetes.

Inaugurado em 11 de dezembro de 2017, o laboratório está em um prédio de 91,25 m² no Parque Natural Municipal Raimundo Gonçalez Malta. Desde janeiro, produtos feitos com plantas medicinais pelo laboratório podem ser retirados gratuitamente, nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 13h30 às 18h. Para obtê-los, o interessado deve se cadastrar no Departamento de Fitoterapia da Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM), que fica também no Parque. É preciso apresentar o CPF. Até 1º de junho, 3.287 pessoas estavam cadastradas.

“Isso nunca deveria acabar. É a melhor coisa que tem”, comentou a aposentada Izadir Serafim da Silva, 67 anos, que, na segunda-feira (18), foi ao laboratório para retirar chás de alfavaca e de guapo, para a bronquite do marido, e pomada de arnica, para as dores que ela sente no ombro. Ela é cliente antiga dos produtos fitoterápicos do Parque.

“Sempre que possível venho aqui. Acho os produtos ótimos”, disse a contabilista Paola Metzner, 37, que levou para casa chás para gripe, como o guaco, e para a insônia, como o cidrão.

A matéria-prima usada na elaboração dos fitoterápicos é cultivada no Parque. O laboratório, a farmácia fitoterápica e o horto de plantas medicinais do Parque fazem parte do Projeto Plantas que Curam. A produção é acompanhada por uma farmacêutica responsável.

Para o segundo semestre de 2018, a Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM) pretende implantar o serviço voluntário na fitoterapia, em conformidade com a lei federal 13.297 (a qual considera serviço voluntário a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa). De acordo com a diretora de Fitoterapia da SEMAM, Nayara M. Hirsch, a intenção é propiciar que a comunidade que gosta de estar em contato com a natureza possa desempenhar atividades manuais e ligadas ao meio ambiente.

Quantidade de produtos distribuídos até 1º de junho:

Chá de ervas: 6.413
Tinturas de ervas: 1.328
Creme: 33
Xarope: 171
Pomada: 1.523
Sabonete de erva: 748
Gel de babosa: 17 (experimental)
Loção repelente de citronela: 16 (experimental)
Total de produtos distribuídos: 10.249
Pessoas cadastradas: 3.287