Renata Rutes

Em Balneário Camboriú ela acontece desde 2014, realizada pelo Instituto EcoCidadão, com o objetivo de mobilizar o maior número possível de organizações e pessoas a repensar e se conscientizar sobre a importância de ser um Lixo Zero (reciclando e encaminhando o lixo ‘orgânico’ para a compostagem, por exemplo).

Para destacar a importância desse movimento, o Página 3 conversou com envolvidos nessa causa, que mostram o quanto é possível e necessário repensar o modo que vivemos.


Organização analisa mudanças em Balneário Camboriú

Luciana e Rodrigo Sabatini.

A coordenadora da SLZ de Balneário Camboriú é Luciana Andréa, que afirma que houve avanço de 2014 para hoje no cenário da cidade, onde foram realizadas aproximadamente 500 ações em prol da causa, lembrando que a iniciativa Lixo Zero traz um legado, mas continua sendo uma meta ainda não atingida. Ela conta que de lá pra cá as empresas estão mais conscientes e inclusive há algumas buscando a certificação Lixo Zero (apenas uma de Itajaí conseguiu o selo até o momento – a 29Kombucha). 

Para ser Lixo Zero a empresa tem que desviar 90% de seu lixo para cooperativas de reciclável e para compostagem. A rede de supermercados Angeloni já possui o selo, mas é credenciada por Florianópolis. 

A expectativa é que em 2020 mais empresas da região conquistem a certificação (estão na etapa de adequações).

“Até 2017 eu coordenava sozinha, mas em 2018 montei uma equipe para me ajudar e notei um crescimento muito grande, com isso a Semana cresceu. Deixamos neste ano que as empresas nos procurassem para montarmos a programação e isso ‘aconteceu’. As ações foram organizadas e tivemos uma ótima programação”, diz. 

Luciana opina que quando trata-se do apoio da prefeitura, é algo que ‘decepciona’, citando que não houve nenhuma ação partindo do governo municipal na programação.

“Não é impossível Balneário Camboriú ser uma cidade Lixo Zero, mas ainda está longe disso ser uma realidade. Houve a criação da lei que obriga os condomínios a reciclarem, mas não cita a obrigação da compostagem. O orgânico também precisa ser reciclado, ele não é um rejeito”, acrescenta.


Itajaí também é destaque

Pela primeira vez desde 2015 Balneário Camboriú e Itajaí se uniram na programação da SLZ, fazendo o lançamento da Semana em um evento conjunto que aconteceu na última sexta-feira no Infinity Blue Resort & SPA. Em Itajaí desde 2014 já foram realizadas mais de 100 ações em prol do movimento Lixo Zero, e inclusive a cidade conta com a única empresa da região que possui o selo de Lixo Zero, a 29Kombucha.

Luciana, Rodrigo e Rafael Kissel.

O embaixador do movimento no município é Rafael Kissel. Ele conta que a cidade já evoluiu bastante no quesito conscientização – um exemplo é a exclusão de copos plásticos na festa Marejada, que contou somente com copos reutilizáveis. 

“As pessoas que vêm de outras cidades já sabem da campanha e também nos apoiam. Antes de montarmos a programação muitas empresas também nos procuraram, querendo saber o que poderiam fazer e como se integrarem na Semana, que tem a importância exatamente de fazer as pessoas pensarem sobre o lixo. Temos que falar, precisamos de ainda mais engajamento. É o nosso futuro em jogo. As universidades já são ótimos exemplos, tanto a Univali quando a Udesc. O poder judiciário também vem fazendo força. As pessoas em casa também podem e devem ajudar. Temos que pressionar os governos municipais em prol de mais leis que nos ajudem e conscientizem a comunidade”, opina.


Fundador do Instituto Lixo Zero/Brasil esteve em Balneário

O fundador do Instituto Lixo Zero, Rodrigo Sabatini, participou do lançamento da SLZ em Balneário Camboriú. Na ocasião ele disse que ‘fez questão’ de vir para Balneário, exatamente porque a cidade é referência nas ações e luta em prol da causa, possuindo ‘líderes brilhantes’, citando Luciana. Ele contou que estará em Portugal no encerramento da Semana, e citou que o Brasil ainda está aprendendo e que há muito a ser feito para que o país se torne Lixo Zero, mas ao Página 3 disse que não há escolha e que não só o Brasil como o mundo inteiro terá que se adequar. 

“Nesse ano tivemos mais de três mil eventos no Brasil, com 15 mil pessoas envolvidas na organização. Me emociono muito, porque é realmente incrível ver que cada vez mais pessoas estão se conscientizando e lutando junto conosco. A SLZ é a mudança, é a sociedade agindo e olhando para as boas práticas”, disse.

Na visão de Sabatini, o Lixo Zero é um movimento como onda, e ele diz acreditar que o cenário político do país incentiva as pessoas a quererem fazer algo para melhorar a situação. 

“Os brasileiros querem ajudar, querem fazer algo para mudar, tanto que de 2018 para 2019 o número de cidades participando da SLZ aumentou em 150%. O Brasil está preparado para mudar, mas ainda falta oportunidade. O Lixo Zero é um movimento ético e o mundo todo terá que integrar ele, não terá escapatória. É uma ideologia diferente de todas, é algo autônomo e anárquico, construtivo e pacífico”, finalizou.


Onda de Desperdício – Perigos Visíveis e Invisíveis do Lixo no Mar

O espetáculo ‘Onda de Desperdício – Perigos Visíveis e Invisíveis do Lixo no Mar’ integrou o lançamento da SLZ, emocionando e fazendo o público presente se questionar ainda mais sobre a poluição dos oceanos – principalmente o plástico que chega até o mar e é responsável pela morte de inúmeros animais marinhos, além de aves oceânicas (estima-se que entre 10 pássaros do tipo nove já ingeriram plástico). 

O ‘Onda’ foi idealizado pela professora Camila Burigo e uniu ciência e arte. Todos os bailarinos são ‘cientistas’, entre professores e estudantes dos cursos de Oceanografia, Engenharia Ambiental e Sanitária e Biologia. 

O espetáculo estreou em novembro do ano passado e já rodou por diversas cidades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e foi apresentado até na Índia. Camila diz que aproximadamente quatro mil pessoas já o assistiram, entre brasileiros, indianos como ainda argentinos, chilenos, africanos, britânicos e norteamericanos.

Com o uso de tecidos, fitas e leques, o grupo cria uma atmosfera aliada aos vídeos que retratam a (triste) realidade do mar e da vida que lá habita, em um jogo de luzes, som e interação com o público que desperta os mais variados sentimentos – desde tensão e tristeza, mas também de esperança. 

“Queremos mostrar para as pessoas o problema do lixo marinho. Eu sempre tive vivência na dança, mas os outros bailarinos toparam aprender a dançar para fazermos o espetáculo. Ele realmente muda quem assiste, não tem como não se sentir tocado. Todos expressam emoção”, explicou. 

A professora opina que a SLZ é importante exatamente porque discute a necessidade dos resíduos serem destinados ao local correto, como para a reciclagem e para a compostagem. 

“É um desperdício muito grande não reaproveitarmos/reciclarmos. Nada é jogado fora e sim tirado do nosso campo de visão, e está errado. Precisamos repensar, discutir e mudar a nossa realidade”, afirmou.


Artista plástica faz obras com recicláveis

A artista plástica Dani Sousa integra o movimento Lixo Zero BC há um ano, desde que apresentou a exposição Transmutare. Ela vê que a SLZ tem importância mundial, principalmente para as futuras gerações. 

“Não dá para esperar, precisamos chegar no público de todas as idades, desde crianças como também nos idosos. Todos podem mudar de atitude já e nos ajudar nesse processo tão necessário”, disse. 

Apesar de ver que ainda falta muito para Balneário e região se tornarem Lixo Zero, a artista afirma que analisa que nesse um ano que integra o movimento já notou um avanço. 

“Já se fala muito mais sobre o movimento, inclusive nas escolas. Mas infelizmente ainda falta consciência de consumo e de redução do lixo. Precisamos pensar sobre o ‘precisar’, ou se só queremos aquilo, se é só algo passageiro. O consumo não é status. Precisamos mudar as nossas ações. A SLZ é feita pela sociedade, que está preocupada. É um engajamento real. Mas sem dúvidas também precisamos de mais apoio dos governos municipais”, opinou.


29Kombucha: a única empresa da região que é Lixo Zero

O casal Pâmela Medeiros Gomes e André Augusto Pinheiro são os proprietários da 29Kombucha, empresa que faz kombuchá, espécie de chá fermentado e levemente gaseificado. Pâmela conta que ‘sempre foi um sonho’ ser uma empresa sustentável e que um dos objetivos dela e do marido serem mais sustentáveis. 

“O processo de ser Lixo Zero é um pouco difícil, mas não é impossível. Em dezembro do ano passado conhecemos o movimento. Já tínhamos a filosofia de utilizar menos plástico possível, recebemos a consultoria da Luciana e em maio desse ano focamos mais a nos adequar totalmente para receber o selo, que foi oficializado no lançamento da SLZ”, conta.

Hoje, a 29Kombucha desvia 99,6% de seu lixo para a compostagem e reciclagem. Inclusive eles já são inspiração para outras empresas da região, que os procuraram para saber como se adequarem. 

Inclusive um dos nossos fornecedores, de quem compramos frutas, levava para nós em embalagem de papel porque pedíamos, mas até então possuía isopor para outras entregas. Hoje ele só usa papel e ecobags”, salienta. 

Pâmela opina que a SLZ é ‘fundamental’ e diz que as pessoas precisam ver que não é difícil ter uma vida mais sustentável, podendo começar levando copo ou garrafa ao invés de utilizar copo plástico. 

“Só depende de nós e qualquer primeiro passo é válido”, pontua.

  • A 29Kombucha vende kombuchás nos sabores abacaxi com hortelã, morango e hibisco, amora e cardamomo, maçã com canela, limão e uva. A bebida é feita através de uma longa e natural fermentação, sendo rica em microorganismos probióticos, auxiliando na melhora da digestão e no emagrecimento. É antioxidante, fonte de energia e disposição e ainda possui baixa caloria. Saiba mais em: https://www.facebook.com/29kombucha/

Condomínio de Balneário Camboriú a um passo de ser Lixo Zero

O condomínio Le Parc, que fica no centro de Balneário Camboriú, está trabalhando para se tornar Lixo Zero. Edson Satoru Sumizono, síndico do local, explica que ele e os demais moradores do local perceberam que os condomínios são grandes geradores de lixo e sentiram a necessidade de dar o destino correto e reduzir a quantidade que geravam. “Visando reduzir os impactos ambientais, os condôminos solicitaram para que implementássemos a Coleta Seletiva aqui no Le Parc. Desta forma, pesquisei qual seria a forma mais correta e viável, tanto com relação a darmos destino correto, custo e principalmente conseguirmos o engajamento dos moradores para implementar num condomínio. Para a surpresa, a grande maioria dos moradores do Le Parc já separavam em seus apartamentos, porém, como não tínhamos uma política correta de coleta seletiva, os rejeitos acabavam se misturando durante o processo da coleta”, relembra.

Nas pesquisas que fez, Edson chegou até Luciana, que explicou para ele como funciona o movimento Lixo Zero e a importância da conscientização. 

“Marcamos uma reunião com os condôminos engajados para que ela nos apresentasse como poderíamos implementar aqui no Le Parc. O auxílio foi fundamental para entender todo o processo e iniciarmos a implementação do Lixo Zero. A Luciana nos apresentou o Rodrigo Sabatini em uma visita técnica num condomínio Lixo Zero em Florianópolis. Nesse momento entendemos que precisávamos de uma assessoria de um profissional e buscarmos a certificação e excelência na gestão do resíduos gerados”, conta.

O síndico afirma que acredita ser possível que a maioria dos condomínios e residências de Balneário Camboriú passem a ser Lixo Zero. Uma dica que ele dá é exatamente isso: começar, mesmo que seja dentro de casa, com o seu vizinho e assim por diante. 

“Em pouco tempo você verá que a maioria das pessoas tem a consciência de que é preciso fazer alguma coisa, mas não sabem como fazer de forma correta, para isso, alguém tem que começar. Seja essa pessoa. Verá que fará a diferença, uma pequena atitude diante do grande problema mundial, trará um grande impacto e o meio ambiente irá agradecer”, acrescenta.

Edson opina ainda que é preciso de mais pessoas como a Luciana e a equipe Lixo Zero, e que se isso acontecer Balneário Camboriú poderá ser a próxima cidade a se tornar Lixo Zero, pois ‘pessoas engajadas conseguem disseminar’. Porém, ele vê que é preciso mais leis sobre o assunto, salientando que o poder público, tanto Executivo quanto Legislativo, deveria focar mais nisso. 

“Acredito que não podemos esperar e sim devemos fazer a nossa parte, mobilizarmos a sociedade, clamar por melhorias e conscientização através de exemplos e ações, como a Semana Lixo Zero; assim acredito que conseguiremos pressionar o poder público a legislar em favor da real causa”, finaliza.


Das Antiga: bar e restaurante de Balneário em busca da certificação

O Das Antiga, que conta com unidades na Praia de Taquaras e no centro de Balneário Camboriú está em busca de se tornar um local Lixo Zero. A sócia proprietária Kiussy Garcia conta que conheceram o movimento ainda em 2015, através do programa APA Lixo Zero, parceria entre o EcoCidadão e Ministério Público, com o objetivo de tornar as Praias Agrestes Lixo Zero até 2020. Infelizmente, o programa não teve continuidade, mas o Das Antiga continuou com o propósito, com consultoria da Luciana, que fez um plano de resíduos para o local. 

“Com a consultoria da Luciana ficou muito mais fácil difundir essa ideia da responsabilidade ambiental, tanto para os nossos colaboradores quanto para os nossos clientes, inclusive fazendo rodas de conversa, ensinando a separação do lixo, nosso propósito e novas atitudes que deveríamos adotar. Também fizemos placas indicativas de conscientização pelo restaurante”, explica

Segundo Kiussy, o principal avanço é a compostagem – o local já faz 100% de compostagem, separando o lixo em galões de 30 litros que são levados para o Panacéia, sítio de Camboriú que faz compostagem na região, e os transforma em adubo. Outra mudança importante foi a substituição de copos e canudos de plástico na areia. Hoje o restaurante utiliza copos reutilizáveis de polipropileno que são produzidos de forma ecologicamente correta, e com canudos de inox. O cliente também pode comprá-lo e levá-lo pra casa. 

“Também devolvemos o coco verde para o fornecedor para ele descartar da forma correta. O óleo utilizado é encaminhado para uma empresa que faz biodiesel. Estamos fechando logística para que os nossos vidros sejam 100% recicláveis”, conta.

A empresária diz que a parte mais difícil do processo é a conscientização das pessoas, mas salienta que o público, quando chega em Taquaras, é impactado pela beleza natural do local. 

“O sentimento de responsabilidade ambiental, de preservação, é aflorado. Cabe a nós orientá-los como deve ser feita essa atuação deles conosco. Orientamos separação do lixo, consciência da água. Utilizamos dessas ações e placas indicativas para orientação”, completa. 

Kiussy diz que mais restaurantes e até mesmo o público podem e devem aderir ao movimento, e que o primeiro passo é querer. Ela cita que logo que começaram a fazer a gestão de resíduos começaram a pensar porque comprovam certas coisas, como ‘mexedores’ descartáveis para o café, que hoje foi substituído por colher de inox. 

“É preciso reavaliar o comportamento em relação ao lixo, muitas vezes nem percebemos o lixo que estamos produzindo. A SLZ é importante exatamente porque é uma grande mobilização, impactando pessoas que nunca tiveram consciência ou esse pensamento de consumo consciente e produção de lixo. Eu acho que é um grande passo para Balneário buscar o Lixo Zero. Cada ano que passa mais pessoas se envolvem, e fico muito feliz com isso”, finaliza.


Via Artística: loja é referência em sustentabilidade

A ideia da Via Artística Casa da Praia surgiu através do proprietário, Rafael Novaski, que foi idealizador do projeto. Ele buscava pelo empreendimento ser uma referência em sustentabilidade, sendo inclusive pioneiro no segmento de imóveis e decoração sustentável e o primeiro showroom certificado LEED Platinum no Brasil. 

Carolina Hirafuji Schneider Pedroni é engenheira ambiental e foi responsável pela Gestão dos Resíduos da VA Casa na Praia durante o processo de Certificação LEED. Ela conta que a principal diferenciação no empreendimento é que uma edificação ‘green building’ nasceu mesmo antes de sua concepção. Tudo impacta: escolha do terreno, preservação de espécies (mesmo que pequenas), gestão da poluição do canteiro de obras, gestão de todos os resíduos da obra. Além de todas essas preocupações, no projeto arquitetônico foi feito uma escolha específica de todos os materiais que entravam na obra, pensando no desempenho ambiental e econômico. Foram proporcionados bicicletários e até mesmo foco na proximidade com pontos de transporte público. 

“Foram vários aspectos que combinados fizeram a diferença, focando nos mais minuciosos detalhes para cumprir com o propósito de ser um empreendimento sustentável”, explica.

A certificação LEED foi um selo desenvolvido pelo Conselho de Certificação Verde dos Estados Unidos, que é um sistema de certificação de edições a partir de critérios de sustentabilidade rigorosos. 

O Platinum é a mais alta e a que a VA possui, precisando cuidar de itens como controle do uso da água, gasto mínimo de energia e gestão de gases (não podem usar CFCs), avaliação de materiais e recursos da obra (obrigatório coleta e reciclagem), qualidade ambiental interna, dimensão de inovação e processo do projeto. 

“Esses pontos acumulados diferenciam a certificação. A Platinum é a mais difícil de alcançar, e a VA a possui, sendo considerada um local de excelência, com alta performance, design inteligente e total controle de resíduos”, diz.

Por exemplo, até a cobertura do local foi estudada para encontrar a melhor cor e inclinação que contribuem para evitar o aquecimento interno e consequentemente externo, promovendo economia de energia com ar-condicionado. 

Outra estratégia que contribui para o mínimo de manutenção foi a automatização do prédio (todo o sistema de climatização e iluminação propõe a máxima ventilação natural: as janelas abrem automaticamente conforme necessidade de iluminação). Os banheiros também utilizam água da chuva, e as peças sanitárias (torneiras, chuveiros, descargas) são focadas em economia de água. A VA possui 85% de economia de energia – todas as lâmpadas são led, incluindo as tubulares (reduzindo mercúrio, que é perigoso) e contam ainda com sistema de energia solar.

Carolina defende que a sustentabilidade é uma tendência e uma necessidade, salientando que inclusive existem possíveis adequações para edifícios que não foram construídos de forma sustentável, lembrando que é possível fazer reformas para ter ganhos econômicos e promover a sustentabilidade ambiental e maior conforto na saúde de seus ocupantes. 

“Para quem planeja começar deve se informar no Green Building (http://www.gbcbrasil.org.br/), com várias informações, artigos, acesso a todos os manuais. Eles também possuem redes sociais e tem o site da Organização Internacional (https://new.usgbc.org/) aonde você também pode encontrar as novidades, todos os requisitos atualizados, exigências. Também tem um aplicativo que vem sendo desenvolvido pelo Rafael da VA, com várias informações para quem está querendo começar (GBI Green Building Information). Essas mudanças exigem comprometimento, mas também trazem muitos benefícios, não só para quem se adequa como para o futuro de todos”, completa.


Oficina de ‘minhocasa’ com as crianças

Durante a programação, na quarta-feira (23), a coordenadora da SLZ em Balneário Camboriú, Luciana Andréa, esteve no Núcleo Infantil Carrossel, que fica no Bairro das Nações, onde fez com os alunos do Jardim 1 C, da professora Carla Cravo, uma oficina de compostagem com minhocário. Ela conta que trabalhar com crianças é um desafio prazeroso, e que sempre aprende muito mais do que ensina. 

“Construímos uma minhocasa (compostagem com minhocas) que eles aprenderão a compostar em sala de aula e também uma composteira para a cozinha da escola, que durante a semana eles farão um trabalho de personalização”, diz.

Segundo Luciana, as crianças estavam entusiasmadas com as minhocas e adoraram a experiência de trabalhar com as ferramentas para construir uma ‘casa’ para elas. 

“Por isso o nome ‘minhocasa’ na oficina. Sou muito grata à professora Carla Cravo pelo convite e oportunidade de levar um pouquinho mais do meu trabalho para as unidades de ensino. Ela também me ajudou com a didática em manter os pequenos atentos na dinâmica”, completa.