William Cardoso, o Panda.

“Tudo começou em Balneário Camboriú, se não tivesse ali, talvez nada disso teria acontecido, minha criação no surf surgiu ali, com a associação, os atletas, campeonatos, amigos e tudo mais! Já rodei algumas vezes o mundo competindo o circuito mundial, são 13 anos na estrada e sempre levando Balneário Camboriú comigo”.

Palavras de Willian Cardoso, o Panda, 32, o mais badalado surfista da praia, desde junho, quando estreou na elite do Campeonato Mundial e ganhou o WT de Uluvatu, na Indonésia. De quebra, ganhou a quinta posição no ranking do mundial.

“Acho que ao longo desses anos, o surf foi me aproximando mais da minha cidade, hoje eu represento um celeiro de campeões, eu sempre tive grandes espelhos dentro da minha cidade, e é um orgulho poder representar Balneário, poder representar o que cada um construiu um dia, e dizer que sou de Balneário Camboriú me deixa muito feliz, me sinto lisonjeado por esta cidade ter me acolhido e ter me dado uma oportunidade na vida que jamais teria: viver daquilo que eu amo, e poder surfar ondas incríveis ao redor do mundo! Mas nada é mais legal que poder voltar e surfar em casa, esse sentimento vai continuar o mesmo! Desde moleque”, detalhou Panda.

Como começou

“Eu vim morar em Balneário Camboriú quando tinha uns 9 anos, por sorte me mudei para o edifício Albany, onde os irmãos Amorim moravam, e ali começou minha história no surf, junto com meu irmão e amigos começamos a nos aventurar nas ondas de Balneário Camboriú! Meus pais se mudaram por uma oportunidade de trabalho”, contou o surfista.

E ele sem saber na época se mudou para traçar uma carreira de sucesso no surf.

Viajou pelo país, pelo mundo e levantou muitos títulos. Os principais: Vice-campeão amador 2004 JR ISA/Durban, África do Sul; Campeão Brasileiro Jr e Open 2005; Campeão Sul-Americano 2010; 5 vitórias na divisão de acesso WQS – Pantin 2x/Espanha, Açores/Portugal, Newcastle/Austrália, Saquarema/Brasil e campeão do WT Uluvatu/2018/Indonésia.

“Vou citar o último, Uluwatu, porque realmente foi muito marcante, mas toda vitória tem um sabor especial”, segue o multicampeão cheio de planos que sempre incluem a cidade onde tudo começou.

Este ‘último’ título, como disse Panda foi realmente marcante, por vários motivos. Ele estava estreando na elite do Mundial, o Championship Tour (CT), após 12 anos tentando alcançar a primeira divisão. Quando se preparava para uma nova (e última) tentativa de chegar ao acesso ao WCT, perdeu o maior patrocinador, teve que vender o carro para sustentar seu sonho. Depois disso tudo, conseguiu se classificar nesta última tentativa, abrindo novos e promissores caminhos para sua carreira, como aconteceu em junho deste ano, em Bali.

Fonte: Página 3